Lideranças convocam a militância a organizar frentes de combate  

“Precisamos formar uma frente ampla no Brasil para colocar em prática o debate de um projeto nacional e não podemos baixar as bandeiras de luta”. A deputada federal Jandira Feghali (PCdoB-RJ) fez um discurso forte nesta quarta-feira (24) pela manhã na vigília e ato público que iniciou por volta das 10h no acampamento montado pelos movimentos sociais no Anfiteatro Pôr do Sol, em Porto Alegre.

 

Ao falar sobre o clima na Câmara Federal, em função da reforma da previdência, a deputada afirmou que o governo não possui os votos necessários para aprovar a matéria. Ela, que vem denunciando a farsa da reforma, também criticou a postura da mídia, que age de acordo com seus interesses econômicos e políticos e mostram apenas um lado ao tratar sobre o tema.

 

“Vamos inscrever Lula em agosto. Até lá, faremos todas as lutas jurídicas e políticas”, garantiu o deputado federal Arlindo Chinaglia (PT-SP), em seu discurso. Para ele, mesmo que houvesse confirmação da condenação na sessão do TRF-4, a candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao Planalto será registrada pelo Partido dos Trabalhadores.

 

A deputada estadual Stela Farias líder da bancada petista na Assembléia gaúcha, fez coro à fala da presidenta do partido, senadora Gleisi Hoffmann,  reafirmando que não há outro candidato além do LULA para disputar a presidência da República em 2018. “Tanto assim que amanhã (25) todas as lideranças nas três esferas de poder estão sendo convocados a participar de um grande ato em São Paulo que irá referendar o nome de Lula como candidato do PT nas próximas eleições.       

 

Carlos Zarattini (PT-SP) cumprimentou a militância “popular” pela grande manifestação de apoio a Lula, mas advertiu que ela tem a tarefa de organizar milhares de comitês populares por todo o Brasil. “Criar uma grande onda para afogar os entreguistas da Nação e dos direitos sociais”, complementou.

 

Mercedez Gutierrez, Membro da Assembléia Nacional Constituinte da Venezuela disse que o governo daquele país vai continuar apoiando Lula, porque foi nos seus governos que os dois países estreitaram laços de cooperação. Ambos também têm em comum a garantia dos direitos dos trabalhadores. Ela defendeu ainda as eleições livres com a participação do ex-presidente.

O acampamento da Frente Brasil Popular, também recebeu a presença da deputada federal Benedita a Silva (PT-RJ): “Estão julgando um inocente”, o senador Lindbergh Farias (PT-PB) e o deputado Luiz Carlos Caetano (PT-Bahia), além de dezenas de outros políticos.

 

“A República do Paraná é dos trabalhadores”, respondeu Regina Cruz, contrapondo-se ao juiz Sérgio Moro. Foi em nosso estado que foi instalado o primeiro comitê sindical reunindo as quatro centrais sindicais (CUT, CTB, Força Sindical e Nova Central Sindical). A importância do ex-presidente, de acordo com a membro da Frente Brasil Popular PR, “estava acima de qualquer disputa e o único trabalhador que pode unir as centrais”.

 

O deputado sergipano João Daniel (PT), oriundo dos assentamos do MST, fez um reconhecimento público dos projetos dos governos de Lula e Dilma, direcionados ao Nordeste e ao seu estado e lamentou o fato de a Justiça do Brasil estar partidarizada e que tenta impedir o ex-presidente de voltar ao Planalto para continuar nos avanços sociais.

Vigília

 

A vigília recebeu cerca de 30 mil pessoas, incluindo delegações de todo o Brasil e até de outros países da América Latina como Uruguai, Argentina e Chile. O forte calor, que a cada momento se elevava, chegou aos 32°C por volta das 15h, castigou, mas não afugentou os políticos, sindicalistas e líderes de movimentos sociais que se revezaram nos discursos no caminhão de som.

 

Rosa Pitsch (MTb-5015) e Dica Sitoni (MTb 5711)

Foto de Guilherme Imbassahy

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