Lula vem a Porto Alegre, afirma Gleisi em coletiva de imprensa

As atividades desta segunda-feira (22) em Porto Alegre, que iniciaram a semana que precede o dia 24 de janeiro, quando ocorrerá no TRF4 o julgamento do recurso da defesa do ex-presidente Lula, foram avaliadas como altamente positivas e de excelente mobilização pelos representantes dos partidos de esquerda, centrais sindicais e movimentos sociais organizadores dos atos de resistência. Em entrevista coletiva realizada na Federação dos Trabalhadores e Trabalhadoras em Instituições Financeiras do RS (Fetrafi), a presidente​ ​nacional do Partido dos Trabalhadores (PT), senadora Gleisi Hoffmann, disse que o êxito deste primeiro dia deve-se à enorme mobilização de todos os envolvidos.

 

Em reconhecimento a tanto carinho e manifestação de apoio, Gleisi informou que o ex-presidente Lula estará em Porto Alegre, nesta  terça-feira (23), agradecendo a toda população que está apoiando a manutenção da democracia. “É uma decisão de coração”, resumiu a senadora. Segundo o vice-presidente nacional do PT, Alexandre Padilha, a vinda de Lula é uma vitória deste movimento de apoio à democracia e ao direito do ex-presidente ser candidato. “Lula vem agradecer este povo e, principalmente, abrilhantar os atos, retornando à noite para São Paulo”, ressaltou Padilha, que ainda não tem detalhes fechados da agenda do ex-presidente.

 

O vice-presidente nacional do PT assegurou que Lula participará do ato público previsto para ocorrer no final da tarde na Esquina Democrática, no encontro da Rua dos Andradas com a Avenida Borges de Medeiros. Padilha destacou que a presença do ex-presidente multiplicará mais ainda o entusiasmo  da população e reforçará que o povo brasileiro necessita estar nas ruas lutando pela democracia, pelo direito de Lula ser candidato à Presidência e que não aceitará calado a retirada dos direitos dos trabalhadores. “Nunca se precisou tanto da união das forças de esquerda para defender os trabalhadores e esta mobilização, iniciada aqui em Porto Alegre, é o primeiro reflexo disso”.

 

No primeiro dia de mobilizações, Padilha destacou o caráter pacífico, de pluralidade e de  diversidade dos atos, que começou com a caminhada do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra e Via Campesina, teve o evento Diálogos Internacionais com representantes de partidos de esquerda, a transferência provisória da sede das duas entidades estudantis - UNE e UBES - para Porto Alegre e culminou com o ato dos juristas, que superlotou e deixou milhares de pessoas de fora do auditório da Fetrafi. “Isto reforça se tratar de uma mobilização política e apartidária, já vitoriosa, e que esperamos termine com um mínimo de coerência do TRF4, ao absolver um homem inocente com o ex-presidente Lula”.

 

O presidente estadual da CUT, Claudir Nespolo, falou que os atos desta segunda-feira foram pacíficos, potentes e autênticos, exigindo a justiça para o ex-presidente Lula, e disse que todos os participantes das mobilizações podem ficar tranquilos quanto à segurança. “Todas as medidas serão tomada para que nenhum transtorno ocorram nas manifestações em defesa de Lula, uma das figuras públicas mais injustiçadas deste país”, disse. A representante da Frente Povo Sem Medo, Neiva  Lazzarotto, lembrou que não é pouca coisa que está em jogo no julgamento do TRF4. “É a democracia política, o direito de Lula ser candidato à Presidência e, inclusive, a democracia econômica”.

 

A vice presidente estadual do PCdoB, Abgail Pereira, adiantou que seu partido participa nacionalmente desde o início do movimento por entender ser necessário o contraponto à farsa montada em torno do ex-presidente Lula. “São frágeis todos os argumentos que sustentam a condenação de Lula”. Já o presidente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil, Guiomar Vedor, destacou que mais uma vez Porto Alegre torna-se o centro de referência mundial, como já ocorreu quando foi sede, em várias edições, do Fórum Social Mundial e garantiu que não irão “tirar o direito de Lula ser candidato”.

 

A mobilização, iniciada nesta segunda-feira, na capital gaúcha, conforme o presidente estadual do PT, Pepe Vargas, não começou agora e nem será encerrada no dia 24, seja qual for o resultado do julgamento do TRF4. “Estamos há meses lutando contra o golpe, seja contra a reforma trabalhista, da previdência, na retirada de recursos da União para as políticas públicas, e seguiremos lutando para um Brasil que tenha um projeto de desenvolvimento nacional, com soberania, com inclusão de renda e melhores oportunidades para seus filhos e filhas”.

Crédito:  Imprensa Frente Brasil Popular do RS

Claudio Fachel.jpg