Ato de Juristas e Intelectuais em Defesa da Democracia

 

O olhar técnico sobre o ‘Caso do Triplex’
 
Dia 22 de janeiro, às 18h, na FETRAFI

 

Referências indiscutíveis em suas áreas profissionais, juristas e intelectuais brasileiros com projeção internacional vão compartilhar publicamente seu conhecimento técnico aplicado à análise da sentença da ação penal conhecida como o “Caso do Triplex”. Será na próxima segunda-feira, dia 22, em evento no auditório da Federação dos Trabalhadores e Trabalhadoras em Instituições Financeiras do RS (Fetrafi), em Porto Alegre.

 

Programado para às vésperas do julgamento de recurso do ex-presidente Lula no Tribunal Regional Federal da 4 Região (TRF 4), no dia 24, o evento tem como proposta central um debate aprofundado com olhar crítico e desprovido de interpretação partidária e opinião ideológica, sobre a decisão do juiz Sérgio Moro, da 13.ª Vara Federal Criminal de Curitiba, no processo n.º 5046512-94.2016.4.04.7000.

 

Entre os convidados, estão pessoas que não possuem qualquer vínculo com o PT e que são conhecidas inclusive por seus posicionamentos críticos em relação ao partido, ou até mesmo ao ex-presidente Lula. Outros, como os juristas Margarida Lacombe Camargo e Thomas da Rosa Bustamante, carregam a credencial de bolsistas produtividade em pesquisa do CNPq, que laureia pesquisadores que se destacam pela sua alta produtividade e qualidade acadêmica.

 

Também estão confirmados personalidades como Celso Amorim, Ana de Holanda, Eugenio Aragão, Marcelo Lavenère, Vanessa Chiari Gonçalves, Marcelo Lavenère, Thomas Bustamante, Luiz Eduardo Soares, Luiz Gonzaga Belluzo, Fábio Comparato, Magda Barros Biavaschi, Francisco Marshall, Carlos Moura, Jacson Zilio e Dom Humberto Maiztegui.

 

O que une todos eles é a latente ameaça de ruptura das regras democráticas e abalo do Estado Democrático de Direito, caso a corte confirme a decisão condenatória elaborada no Fórum de Primeira Instância do Paraná. Para os promotores do ato aberto ao público, não há dúvidas que a sentença está repleta de fragilidades, ilações, cogitações e suposições ao invés de fatos e provas concretas.